|

TER VOCÊ É TER RAZÃO
(Dominguinhos e Climério)
Quando eu lembro de você, coração
Dá vontade de chorar
Quando penso no seu beijo, coração
Que saudade que me dá
Ter você no pensamento, meu amor
Ter você no coração, minha flor
Ter você é ter razão
E não ter sofrimento, meu amor
Não ter é judiação
Quê fazer dessa paixão?
Quê fazer sem ter carinho
Quê fazer sem aconchego
Ter você é ter um ninho, ser menino
Sem você eu morro cedo só de medo
Ter você é ter destino, ter estrada
Ter você é ter sentido e direção

ENQUANTO ENGOMA A CALÇA
(Ednardo e Climério)
Arrepare não
Mas enquanto engoma a calça
Eu vou lhe contar
Uma história bem curtinha
Fácil de cantar
Porque cantar
Parece com não morrer
É igual a não se esquecer
Que a vida é que tem razão
Esse voar maneiro
Foi ninguém que me ensinou
Não foi passarinho
Foi o olhar do meu amor
Me arrepiou todinho
Me eletrizou assim
Quando olhou meu coração
Porque cantar
Parece com não morrer
É igual a não se esquecer
Que a vida é que tem razão
(Ah, mas como é triste
Essa nossa vida de artista
Depois de perder Vilma pra São Paulo
Perder Maria Helena prum dentista)
VAPOR DO PARNAÍBA
(Evelise Fernandes e Climério)
meu vapor do Parnaíba
por que navegas meu sonho
vejo São Paulo tão triste
São Paulo me vê tristonho
meu vapor verde-encarnado
inacabado e já pronto
eu me encontro num estado nesse Estado em que me encontro
um pouquinho mais de fé
eu bem que seria ateu
eu bem que seria ateu
pro azar da minha sorte
meu vapor do Parnaíba
meu vapor do rio santo
sendo pra baixo e pra riba
como gota do meu pranto
mais chorado quando rio
mais alegre quando espanto
|